domingo, 1 de abril de 2007

Primeiro de Abril

Foi há algum tempo, numa noite de 1997 ou 1998. Ieda tinha vindo passar uns dias na casa de Madaí. Mada e eu morávamos no mesmo prédio, numa rua bem arborizada do Ingá, bairro de Niterói.

Resolvemos dar um passeio pelo Rio com Ieda, que viera de São Paulo. Na volta, já bem tarde, no começo da Ponte Rio-Niterói, em direção a Niterói, um policial rodoviário federal nos faz sinal pra parar. Madaí dirigia. Ele pede pra ver os documentos dela. Nenhuma irregularidade. Ele caminha até a frente do carro e volta informando que a lanterna direita está quebrada.

Madaí fica surpresa com a notícia. Ele percebe sua incredulidade e a chama pra verificar. Ela sai do carro. Ieda e eu ficamos apreensivos. O que vai acontecer? Ele vai nos multar? Vai prender o carro? Passava da meia-noite, como vamos voltar pra casa? Não dá pra ir andando pela ponte. E ônibus não parariam pra gente... Pô, isso era hora de nos parar?! No mínimo esse guarda tá querendo dinheiro...

Quando Madaí chega perto da lanterna, percebe que não há nada de errado. A essa altura as gargalhadas do guarda já tinham interrompido meus pensamentos trágicos. "É primeiro de abril, minha senhora! Peguei você! Tava doido que desse meia-noite pra pegar a primeira pessoa!", diz o "elemento" com tanta felicidade.

A cara de Madaí era de maior incredulidade ainda. A nossa também. Ainda sorrindo, ele acompanha Mada de volta ao carro. "Tem dó, né?", é tudo que ela consegue dizer pra ele, num misto de indignação, alívio e perplexidade.

Seguimos pra casa morrendo de rir. Nunca nenhum de nós pôde imaginar que uma situação dessa poderia acontecer. Voltamos com a sensação de ter participado de uma pegadinha do Faustão. Deve ser mesmo muito entediante ser policial rodoviário. Pelo menos aquele conseguiu um jeito de tornar seu trabalho divertido... às nossas custas.

8 comentários:

Gustavo Pereira disse...

n sei como reagiria na hora, mas lendo, n há como n rir da situação. boas histórias essas do 1° d abril.

Carolina Souza disse...

Foi totalmente inusitada essa situação... até onde uma pessoa vai para não perder uma piada?... muito longe.. rs

Juliana Pimenta disse...

affffff
é cada coisa q acontece ...
pelo menos rendeu boas risadas (hehe)
Paz

andré vhs disse...

Vai saber o que as pessoas têm na cabeça...

Carol Preta disse...

Como assim??? COMO ASSIM????
Ai...tô vendo que não tenho muito senso de humor mesmo...quem são esses caras? vc pode reconhecer??
hahahaha!

Rômulo Boechat disse...

Que bizarro!
Cada uma, né?! (hehe)
Abração procê, amigo!
PAZ!

Madai - disse...

Gil, só vc pra lembrar disso. Aquele guarda deve contar essa história e rir da nossa cara, ou melhor, da minha cara, até hoje.
Tempos bons aqueles. Saudade.
bjs

Ester disse...

hahaha, bem, as custas de vocês, mas o que custa deixar alguém se divertir no trabalho "uma vez na vida". É na hora não deve ter sido nada engraçado, então;
"E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas"